℣.: O Senhor esteja convosco.
℣.: Naquele tempo, Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; e depois os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.
Reunidos nesta Eucaristia, elevemos ao Deus Uno e Trino nosso hino de louvor e gratidão pelos cinco meses de criação do Patriarcado. Durante este tempo, o Senhor confirmou sua Igreja com inúmeras graças, fortaleceu nossa comunhão e fez florescer os frutos da evangelização. Recordemos, com coração agradecido, o ato pelo qual esta Igreja Particular foi canonicamente erigida, renovando nosso compromisso de permanecer fiéis à missão que nos foi confiada.
LEITURA DA BULA
Pres.: Procede-se agora à leitura solene da Bula de Criação do Patriarcado.
Elevados, ainda que indignos, à Cátedra do Bem-aventurado Pedro pela disposição da divina Providência, no Ano Jubilar extraordinário celebrado no Ano do Senhor de dois mil e vinte e seis, julgamos oportuno conceder aquilo que redunda em maior glória de Deus, exaltação da Santa Igreja e honra dos povos cristãos.
Voltando Nosso paternal olhar para a insigne Nação Portuguesa, antiga e fidelíssima filha da Igreja Romana, que desde os primórdios de sua história recebeu a luz do Evangelho e a guardou com inviolável constância, recordamos com gratidão os benefícios que, por meio dela, a divina Providência derramou sobre inúmeros povos. Com efeito, daquela terra ocidental, voltada para o oceano imenso, partiram intrépidos navegadores que, confiados ao patrocínio da Santíssima Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora de Fátima e fortalecidos pela Cruz de Cristo, levaram o nome cristão às plagas da África, da Ásia e do Novo Mundo, plantando a fé onde antes reinavam as sombras da ignorância do verdadeiro Deus.
Recordamos também a singular devoção daquele povo ao mistério eucarístico e à Mãe de Deus, cuja solicitude maternal se manifestou de modo admirável em Fátima, onde multidões de fiéis, vindos de todas as nações, acorrem para renovar a esperança, fazer penitência e professar a fé católica. Igualmente Nos alegramos com a constância com que Portugal permaneceu unido à Sé Apostólica ao longo dos séculos, defendendo a ortodoxia, promovendo as missões e sustentando com generosidade as obras da Igreja.
Considerando, pois, os méritos e a singular dignidade do eminentíssimo e caríssimo filho em Cristo, Dom Pedro VI de Bragança, Cardeal da Santa Igreja Romana e Rei, herdeiro de tão ilustre tradição cristã, cuja devoção à Sé Apostólica e zelo pela religião católica resplandecem diante de todos, houve por bem distingui-lo com especial favor apostólico.
Por isso, pela plenitude do poder apostólico, nomeamos e constituímos o referido Cardeal-Rei Dom Pedro IV de Bragança como Patriarca de Lisboa, cidade nobilíssima e sede primacial do Reino, outrora ponto de partida das armadas que levaram a Cruz de Cristo aos confins da terra, conferindo-lhe o título, as honras, prerrogativas e privilégios próprios da dignidade patriarcal, segundo os costumes e concessões da Sé Apostólica.
Determinamos que presida à Igreja Patriarcal de Lisboa como seu Pastor e Pai, para que, à maneira dos grandes prelados que ali floresceram, promova o esplendor do culto divino, a santidade do clero e a edificação do povo fiel, conservando viva a chama da fé que fez daquela nação baluarte do cristianismo.
Ordenamos que esta nossa Constituição seja firme, válida e eficaz perpetuamente, não obstante quaisquer disposições em contrário.
Dado em Roma, junto de São Pedro, no Ano Jubilar extraordinário de dois mil e vinte e seis, no pontificado de Pio II.
✠Pius Pp. II
Ao término da leitura, todos respondem:
℟.: Graças a Deus.
TE DEUM
Pres.: Unidos aos santos, aos anjos e a toda a Igreja, elevemos agora o antigo hino de ação de graças, reconhecendo que tudo quanto recebemos provém da bondade do Senhor.
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℟.: O amor de Cristo nos uniu.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Pres.: Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.
Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.
Pres.: Bendito seja o nome do Senhor.
Todos respondem:
℟.: Agora e para sempre.
O celebrante diz:
Pres.: Nossa proteção está no nome do Senhor.
Todos respondem:
℟.: Que fez o céu e a terra.
Então o celebrante recebe o báculo, se o utilizar, e diz:
Pres.: Abençoe-vos Deus todo-poderoso,
e fazendo três vezes o sinal da cruz sobre o povo, acrescenta:
Pai + e Filho + e Espírito + Santo.
Todos:
℟.: Amém.
Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.
